Outono em Atenas

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Depois de uma deliciosa temporada de verão em Milos, o meu paraíso, estou de volta a Atenas. Sempre ficamos por aqui no outono e no inverno, e retornamos em abril, antes do verão para a nova temporada em Milos.

Uma coisa muito boa que está acontecendo é o clima nesses dias. Já estamos em novembro, o sol brilha todos os dias, e a temperatura é de 24 graus. Muito muito feliz. Mesmo porque daqui a pouco tiramos todos os casacos, pantufas, meias grossas, scarfs do guarda-roupa e salve-se sem puder.

Atenas tem uma vida movimentada a semana toda, as pessoas saem pra beber, pra jantar, comprar. De segunda à segunda você vê pessoas nas ruas, nos bares, nos restaurantes, por todos os lados. É, a vida na capital Ateniense não pára.

Sinto saudades da calmaria do mar, da ilha azul, da brisa fresca, mas também é gostoso poder curtir bons restaurantes, ver amigos, sair pra dançar e saborear um pouco essa loucura que é Atenas.

Tem trânsito, tem. Tem caos, tem. Mas também tem mar, vistas lindas, paisagens, lugares lindos em menos de meia hora, montanhas, e uma série de coisas se você quiser esquecer a vida em uma cidade grande.

Estou voltando a atualizar o site, fiquei um tempo distante, mas por bons motivos. Em breve conto novidades, e trago novos textos. Visitei Istambul, Capadócia e Barcelona recentemente, logo menos compartilho com vocês.

Enquanto isso, confira meu canal do youtube, que ando gravando bastante material dos rolês por onde vou. Para acessar aqui.

Beijos, beijos

Santorini – o charme de uma ilha vulcânica

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Morar em Milos, além de ser uma benção pelo paraíso que é, também é incrível pela localização, e pela facilidade de ir para outras ilhas das Cíclades. Quando recebi no mês passado meu pai e minha irmã aqui, resolvemos passar 2 dias em Santorini, afinal, com apenas 2 horas e meia de viagem, e por ser a ilha famosa número 1, não podíamos perder a oportunidade.

Santorini (Σαντορίνη), chamada oficialmente Tira (em grego: Θήρα) e Tera na Antiguidade, é uma ilha no sul do mar Egeu, a cerca de 200 quilômetros a sudeste da Grécia continental. É a maior ilha de um pequeno arquipélago circular que leva o mesmo nome e é o resto de uma caldeira vulcânica. A ilha possui cerca de 73 quilômetros e aproximadamente 14 mil habitantes. A ilha nasceu por sua maior e mais forte erupção por volta de 1680 a. C, e todas as ilhas que se formaram à sua volta, são parte de uma cratera, e fez com que Santorini tivesse essa forma.

No dia 19 de agosto saímos bem cedo de Milos, pegamos o ferry boat por voltas das 10h do porto de Adamas e embarcamos rumo à ilha. Estávamos empolgados, assim, que como não teríamos tanto tempo lá, resolvemos alugar um carro para podermos nos movimentar e ficarmos livre para circular. Bom, para começar, fomos em altíssima temporada, sabíamos que os preços seriam salgados.

Alugamos um carro pequeno para 3 pessoas e a diária custava 70 euros fora os impostos. Conseguimos um hotel bom comparado com a alta temporada que fomos, e ficamos hospedados na praia de Kamari, um lugar tranquilo, que foge do burburinho de Oia, e por isso foi uma ótima escolha.

A praia de Kamari estava localizada há 5 minutos do nosso hotel Adonis. De areia preta e pedras, a praia tem um visual bonito. Um recomendação é comprar sapatos especiais para nadar e caminhar, custa cerca de 7 euros, e é um bom investimento para não machucar o pé e ficar.

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Santorini tem um visual charmoso como qualquer ilha da Grécia, mas já tem cara de cidade, e em alta temporada tudo fica cheio e caro. Estando lá, a primeira coisa que fizemos foi nos locomover até Oia, leia-se Ia, queríamos conferir o “sunset” mais famoso do mundo, e já nos preparamos para enfrentar trânsito, disputas pelos melhores lugares e turistas do mundo todo.

Chegamos por volta das 18h da tarde para procurar um bom lugar, resolvemos sentar e esperar, até porque se não fizéssemos isso, perderíamos a nossa super visão. Máquinas à postos e começa o por do sol, que sim é lindo, termina no mar, tem todo o visual da Caldeira, da igreja de domo com o teto azul, tem sua beleza e é um ótimo lugar para meditar e agradecer.

O entardecer pra mim de qualquer lugar é a melhor oportunidade para agradecer por todos os momentos mágicos, pela oportunidade de morar em um lugar lindo e poder curtir momentos tão especiais com as pessoas que tanto amo.

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A única coisa que não gostei de Santorini foram os preços. Tudo é muito muito caro. Quatro vezes mais que Milos para comer, e para você ter uma ideia a mesma cerveja que aqui você compra por 3.50, lá custa 7. Santorini é super turística e não recomendo ir em alta temporada. Viaje em baixa temporada para lá, entre os meses de maio e junho ou final de setembro, porque além de você conseguir preços mais honestos, vai poder curtir muito mais sem muita gente, sem caos, afinal você está em uma ilha e quer relaxar, não é mesmo?

No dia seguinte, depois de tomar o café da manhã, fomos passear e visitar mais lugares. Paramos para ver a caldeira vulcânica, que depois de uma gigantesca erupção destruiu os primeiros assentamentos humanos que existiam na antiga ilha, criando assim, a caldeira geológica atual.

Essa enorme lagoa central mede cerca de 12 por 7 km, é cercada por 300 metros de altura de íngremes penhascos, em três dos seus lados. É possível caminhar pela caldeira e sentir como é estar dentro de um vulcão e seus destroços. Hoje em dia, o que permanece ativo é um caldeira cheia de água, mas vale lembrar que Santorini é o centro vulcânico mais ativo do sul do mar Egeu. A região registrou sua primeira atividade vulcânica cerca de 3-4 milhões de anos atrás, apesar de vulcanismo em Tera ter começado cerca de 2 milhões de anos atrás.

Depois de visitar a caldeira, fomos conhecer a “Red Beach”, que tem esse nome por possuir rochas avermelhadas. Essa praia é uma das mais famosas da ilha e impressiona pelas rochas vulcânicas e pela cor, que em constraste com o mar forma um visual bem bonito. De areia grossa, pedras de cor preta, e visual exótico em constraste com o mar azul, faz dessa praia uma das mais procuradas. Para se chegar nela, é necessário estacionar o veículo no estacionamento e caminhar. Depois, você vai avistar a praia de cima e vai descendo por uma trilha até chegar na areia. Se decidir passar um tempinho por lá, leve lanchinhos, água e tudo o que precisa. A Read Beach não é uma praia que tem estruturas de bares.

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Bom, meu tempo em Santorini foi curto, mas conseguimos rodar pelos locais mais importantes, ir em alguns não turísticos e até aqueles intransitáveis como o centro de Fira, local cheio de ruas estreitas, lojinhas, restaurantes e muitas muitas pessoas.

Fique ligado no blog porque tem muitos posts novos chegando. Fiquei um tempo off, mas foi por um motivo, visitando novos lugares e preparando novos conteúdos cheios de lugares mágicos para você se animar ainda mais, arrumar as malas e sair para explorar locais lindos nesse mundão.

As 10 ilhas mais bonitas do mundo

Acho que todo mundo já sonhou em morar em uma ilha algum dia na vida. Bom, se morar entre águas parece algo difícil, pelo menos viajar e passear se pode né?

Existem milhares de ilhas nesse mundo maravilhoso e como tenho a experiência de viver em uma, cercada de natureza, em uma vida mais simples, mais calma e tranquila, hoje listo algumas das ilhas mais incríveis desse mundão, que vai te fazer sair correndo e arrumar as malas, ou pelo menos planejar a sua própria trip.

A seguir refúgios e paisagens de sonho, para mostrar os verdadeiros paraísos naturais do nosso planeta 🙂

1. Ambergris Caye – Belize

A ilha de Ambergris Caye, em Belize, é uma ilha magnífica e uma combinação perfeita de modernidade e tranquilidade. Nela você pode encontrar um mangue acompanhado por praias de areia branca. Carrinhos de golfe são o principal transporte para se locomover pelas estradas de terra da ilha. É um destino cobiçado para os amantes do mergulho pelo seus recifes de coral e o Blue Hole, um círculo de pedra calcária que é de cerca de 120 metros de profundidade.

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2. Providenciales – Turks e Caicos

Este tesouro precioso é guardado pelo mar de Caribe. Providenciales faz parte do pequeno país de Turks e Caicos. Até 1964, parecia que a tecnologia não tinha chegado a este canto do mundo e uma época anterior a ilha não recebeu veículos a motor, água corrente, eletricidade ou telefone. A ilha vive principalmente através do turismo.

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3. Bora-Bora – Society Islands

A fascinante ilha de Bora Bora está localizado a 250 km de Tahiti no Oceano Pacífico. Lagoas de azul turquesa, areia branca e fina e pores do sol vermelhos com cores quentes são o cenário perfeito para uma aventura romântica nesta ilha. Nadar com peixes tropicais em uma das reservas naturais, com seus corais e andar relaxado e desfrutar de vistas do Monte Otemanu, um vulcão que ainda está ativo são as principais atrações.

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4. Lewis e Harris – Escócia

Você acha que todas as ilhas da lista seria tropical? A Ilha de Lewis e Harris, na Escócia, é a exceção. Na parte norte (Lewis) da ilha, os megálitos lendários Catalanais brotar da terra como uma cidade de pedra estranho e imponente. No sul (Harris) as praias do leste tem algumas das mais antigas rochas conhecidas do mundo, com milhões de anos de história.

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5. Aitutaki – Ilhas Cook

Esta pequena ilha é incorporada em uma barreira de coral e lagoas infinitas. É ideal para relaxar, passear ao longo da praia, que é desabitada e com palmeiras. Apesar de sua incrível beleza, Aitutaki não é um destino turístico aglomerado que é relativamente difícil de acreditar.

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6. Naxos – Grécia

A Grécia tem milhares de ilhas, e para não falar de Milos que pra mim é uma das mais lindas, hoje vamos conhecer Naxos, que é uma mistura única de ruínas antigas e vida de praia. Uma das maiores ilhas das Cíclades é a casa de infância de Zeus, rei dos doze deuses. Uma vez, em Naxos, você pode chegar à pequena ilha de Palaria, onde o Portara, o local de um antigo templo destruído é considerado como o símbolo da ilha.

Naxos

7. Koh Tao – Tailândia

Situado ao longo do Golfo da Tailândia, à sombra de palmeiras, a ilha de Koh Tao leva o seu nome pelas muitas tartarugas que povoam suas praias. As praias de areia branca são cercadas por morros íngremes que são acessíveis apenas por jipes. Tem 300 dias de sol por ano, e é o lugar ideal para desfrutar de umas férias relaxantes.

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8. Nosy Be – Madagascar

A ilha de Nosy Be, com esse nome tão incomum fica na África, e seu nome significa “grande ilha”, que está ao largo da costa noroeste de Madagascar. Lá você pode encontrar lagos vulcânicos, preguiças, destilarias de rum, plantações de Ylang Ylang e recifes de coral que praticamente imploram para ser explorados. Os amantes da flora e fauna vai ficar fascinados pela bela reserva natural Lokobe.

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9. Ilha de Páscoa – Chile

Localizado no Pacífico Sul, ao largo da costa do Chile, a Ilha de Páscoa não é exatamente o lugar mais fácil de chegar. Se você estiver interessado, a melhor maneira de acessá-la é por via aérea de Santiago ou Taiti. No entanto, o isolamento preservou bem as misteriosas esculturas antigas construídas de rocha vulcânica, o Moai, a principal atração da ilha.

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10. Bali – Indonésia

Uma ilha paradisíaca, lar de arrozais, templos antigos, vulcões, praias de areia branca e culturas antigas. Bali é um lugar que todos devem visitar pelo menos uma vez na vida. Conhecida como a “Ilha dos Deuses”, com suas praias pitorescas e deslumbrantes paisagens montanhosas, há uma abundância de atrações culturais para visitar, por exemplo, mais de 20.000 templos que as peles ilha.

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As praias da Grécia com as águas mais claras !!!

Passado alguns dias de blog parado + crise por aqui, hoje estou de volta e o tema não é político ou dindin.

A linda Grécia possui milhares e milhares de ilhas, não só aquelas mais famosas turisticamente. Por aqui, águas claras, transparentes, azul turquesa são características comuns das praias banhadas pelo mar Egeu ou o Mediterrâneo.

Praias tranquilas, rústicas, mais baladas, para amigos, casais ou família. São muitas as opções para programar a sua próxima férias. Descubra e viaje com olhos bem atentos e coração aberto, algumas ilhas que listo a seguir.

E não se esqueça, tá vindo pra Grécia, quer trocar ideias, pegar algumas dicas, me manda um email: nat@misturaurbana.com.

Elafonisi Beach - Creta

Elafonisi Beach – Creta

Paradise beach - Corfu

Paradise beach – Corfu

Kathisma beach- Lefkada

Kathisma beach- Lefkada

Myrtos Beach Kefalonia

Myrtos Beach Kefalonia

Lalaria beach - Skiathos

Lalaria beach – Skiathos

Balos beach - Creta

Balos beach – Creta

Anthony Quinn beach - Rhodes

Anthony Quinn beach – Rhodes

Italian beach, Koufonisia

Italian beach, Koufonisia

Simos beach - Elafonisos

Simos beach – Elafonisos

Kleftiko - Milos

Kleftiko – Milos

Mandrakia - Milos

Mandrakia – Milos

Tsigrado - Milos

Tsigrado – Milos

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Crise na Grécia e como isso afeta os turistas ou não!!!!

Aqui na Grécia o clima não é dos mais amenos, mas também não estamos à beira de um colapso.. quer dizer.. essa indefinição mexe com todos os gregos, com as pessoas que escolheram viver aqui, e nessa eu me incluo. Tenho uma família grega que trabalha com o turismo. A Grécia vive de turismo, está com um débito gigantesco e pode ou não dar o calote no FMI, pode ou não sair da zona do euro e voltar aos dracmas, a antiga moeda que segundo a mitologia grega era um meio de oferenda à Íris, a deusa do arco-íris que proporcionava depois da oferenda, a mensagem através da névoa.

Depois que houve a mudança pro euro em 2002, a Grécia se viu ano a ano em uma sucessão de contas não pagas, diminuição do salário e dos benefícios, muita corrupção e uma dívida de 271 bilhões. Domingo é o dia que o povo vai às urnas para votar se querem continuar na zona do euro ou sair. Tem muita gente achando que é melhor continuar como está e ver o que acontece, enquanto muitos querem sim um novo recomeço. Cada hora se fala uma coisa, e a verdade é que só dentro de alguns dias é que saberemos o que vai acontecer de verdade.

Mas hoje o post é dedicado aos turistas que estão vindo pra cá, os que já estão e como isso afeta ou não a sua viagem. O bancos gregos delimitaram o saque de 60 euros ao dia para os gregos, mas não para os turistas. Quem tem conta em bancos internacionais, cartões de débito para saque e cartão de crédito não enfrentam maiores problemas. O que as pessoas estão assustadas é de estarem em meios as férias, em um dos destinos mais procurados e visitados do mundo, e depois ficarem sem dinheiro para continuarem a trip.

Podem ficar tranquilos, quem já comprou a passagem, reservou hotel, hostel, passeios de barco não precisa cancelar nada.

Mas, vale algumas dicas: leve dinheiro em euro, e principalmente trocado, não notas muito grandes, o ideal são as notas de 10, 20 e 50 euros, além disso os cartões de créditos estão sendo aceitos em todos os lugares sem problemas.

Manifestações acontecem em Atenas, mas as ilhas estão fervendo, o verão está pulsando e sim, a Grécia vai sobreviver e vai fazer história como sempre foi, desde os tempos da antiguidade. Eu moro aqui, sou feliz aqui, e com crise, sem crise, mudança de moeda ou não, vamos lutar e continuar vivendo nesse paraíso abençoado por tantos deuses.

Rolês fora do “circuito turístico chacota” pra se fazer em Atenas

Estou vivendo na Grécia há algum tempo, e posso dizer que esse país me encanta a cada dia. São praias de um azul turquesa de sonho, como as que estão na ilha de Milos, localizada no arquipélago das Cíclades, no Mar Egeu, já falei da ilha de Afrodite, relembre aqui; seja a paisagem exuberante do norte, como em Meteora, aqui, e claro, há muito ainda do que se descobrir.

O país vive em crise econômica há muitos anos é verdade, e também já foi classificada como a 39ª cidade mais rica do mundo por paridade do poder de compra, mas nem por esse antagonismo, perde sua beleza e seu charme. A Grécia é um lugar especial, e a cada dia mergulho mais nessa cultura ancestral cheia de história. E claro, como não falar da maior cidade da Grécia: Atenas – a capital e uma das cidades mais antigas do mundo, com o território habitado há 3400 anos.

Atenas (em grego: Αθήνα) é hoje uma metrópole cosmopolita, com quase 4 milhões de habitantes e que recebe turistas do mundo todo, encantados com tanta riqueza histórica. A principal cidade-estado na Grécia antiga, principal centro cultural das civilizações do ocidente, traz em suas terras, alguns dos maiores nomes do mundo que viveram nesta região: escritores, pensadores e escultores, entre eles estão os autores de peças de teatro Ésquilo, Sófocles, Euripedes e Aristófanes e também os grandes filósofos Platão e Sócrates. A cidade foi sede dos primeiros jogos olímpicos do mundo moderno – pois os jogos olímpicos foram criados em 776 a.C. na cidade de Olímpia, da onde provem o seu nome.

Atenas possui uma vasta variedade cultural, a curiosa mitologia, a imponente arquitetura, uma culinária deliciosa, e um povo muito simpático, que fala alto, e é feliz.

No verão o pôr do sol é às 21h da noite e o comércio, assim como na Espanha também funciona com o rodízio da “siesta”, aquele famoso relax depois do almoço sabe? Depois tudo volta ao normal e se estende até a noite.

Antes das dicas de rolê, uma muito importante. Para se deslocar, utilize o transporte público, uma ótima opção é o metrô, que funciona bem.

Bom, como me sinto cada dia mais familiarizada coma essa cultura milenar, deixo algumas dicas de rolês bacanas para você conhecer um pouco de toda essa história, mas com diversão e aproveitando cada minuto nessa cidade incrível.

1. Acrópole

É impossível ir para Atenas e não conhecer a Acrópole – um lugar de muito significado, com uma colina rochosa que abriga algumas das estruturas mais antigas do mundo, como o Partenon – um dos principais templos do complexo, construído entre os anos de 447 e 438 A.C. e que está dedicado à deusa grega Atena, a protetora dos atenienses e o Erecteion – considerado o espaço mais sagrado da Acrópole, onde foi realizado o culto de várias divindades. O local, cujo nome homenageia Erecteu, rei mítico e herói de Atenas, começou a ser erguido durante a guerra do Peloponeso, em 421 a.C., e só terminou 15 anos mais tarde O bacana dela é que você a vê em diferentes pontos da cidade, e quando a anoitece suas luzes a deixa ainda mais mística. O horário ideal para subir nela é logo cedo ou lá para o final da tarde.

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Jardins da Acrópole

Além da Acrópole, algo bem legal de se fazer é caminhar entre o seu jardins, você não paga nada, passeia, curte o visual. Ideal para quem não quer pagar 15 euros ou encarar o calor para subir até ela.

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2- Cine Paris, Atenas

O Cine Paris fica aos pés da Acrópole e é um cinema permanente ao ar livre. Só a vista já valeria. Mas também seduz pelo charme vintage. Abre de maio a outubro e custa € 8. A história desse cinema é bastante interessante, uma vez que ele construído no início nos anos 20 e foi o primeiro cinema open air, criado por um cabeleireiro grego que morava em Paris. Na programação diversos filmes com legenda e um visual uau de tirar o fôlego. Mais dele aqui.

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3- Rolê pelo bairro Exárchia

Em grego Εξάρχεια – é um bairro central da cidade, que está localizado próximo ao edifício histórico da Universidade Politécnica Nacional de Atenas. A região é famosa por ser ponto de encontro de militantes de esquerda, e reduto do Anarquismo. Vale a pena o passeio para ver as mais variadas formas de expressão de rua e sentir um pouco a atmosfera política e anti política.

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4- To Treno Tou Rouf

É um local que definitivamente você precisa conhecer. Ele é um trem, que possui espaços diferentes. São diversos vagões de trem, e em cada um há uma atração diferente. Na programação variada: shows de jazz, um pequeno teatro onde acontecem as apresentações, além de palestras, e ainda há um mecanismo de movimento que permite que você se sinta realmente viajando pelos trilhos. O espaço Vagão Bar é ideal para tomar um drink, conhecer os artistas que fazem performance e até fazer uma festa. Há ainda um restaurante, um bar open air, um espaço cultural. Um passeio diferente que com certeza será muito divertido. Mais informações aqui.

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5- Rolê de graffiti

É claro que um rolê para mergulhar na arte urbana não ia faltar. Podemos dizer que graffiti é tão antigo em Atenas quanto à própria cidade. Há por todos os lados arte de rua, seja ela um pixo, murais de artistas conhecidos, pequenos desenhos, grandes muros. Você vai notar um grande número deles. Uma curiosidade é que a palavra “graphi” vem do grego e significa escrever. Em Atenas, o que começou com um graffiti político e que servia à um propósito de liberdade de expressão e contestação, hoje em dia, além de ser uma galeria à céu aberto, me dá a impressão de que algumas assinaturas espalhas pela cidade parecem mais um grito de socorro.

Os melhores lugares para admirá-los são na Rua Ermou, no bairro de Gazi, mas também em outras áreas populares como os bairros de Plaka, Psiri e Exargia. Ah, e os trens também são riscados e você pode perceber assim que entra no metrô da estação Pireu.

Para saber mais, um guia de graffiti aqui.

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6- Gazi – um bairro bem animado

Esse antigo bairro industrial sofreu drásticas transformações ao longo da última década. Os gasodutos viraram um espaço para exposições, como é o caso da antiga fábrica de gás, que se transformou no centro cultural Technopolis, que recebe eventos multimídia, shows e festivais de todos os estilos. e a região foi tomada pelos bares, restaurantes, galerias de arte e casas de show, que merecem a visita tanto de dia, quanto de noite.

Este bairro para quem se divertir é uma da melhores áreas com diversas opções de entretenimento sejam os bares mais descolados, os espaços artísticos, clubes com museus, teatros, além dos templos clássicos e arqueológicos que se misturam. É um labirinto de ruas para se perder, se achar e se divertir principalmente. O lugar começa a ficar animado a partir das 11 da noite. A maior parte dos bares abrem até as 3 da manhã, e as discotecas até as 5 da manhã ou mais tarde. Atenas tem uma vida noturna bastante agitada, sente-se em um dos lugares, e peça drinks locais como o raki, o rakomelo ou ouzo.

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7- Six D.O.G.S.

Esse “centro de entretenimento” localizado no bairro de Monastiraki tem de tudo um pouco. Há um bar, um restaurante, uma área verde e um espaço para apresentações musicais e teatrais. Em vários dias, ainda é possível encontrar um mercado de moda e antiguidades no local. Mais informações aqui.

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8- Souvlaki

O mais famoso fast food da Grécia, leva pão pita, tomate, cebola roxa, batata frita, uma opção de carne bovina, suína ou frango, e ainda o molho mais tradicional grego, feito à base de pepino, iogurte e alho, que é o tzatziki. Você encontra por todos os locais, e além de ser bem gostoso e bem servido, é barato, custando entre 1 e 2 euros.

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9- Thanasis – Culinária Grega

Outra dica para você apreciar o seu souvlaki ou ainda gyros no prato, é o restaurante Thanasis. Ele fica bem na área central, perto de Monastiraki, possui um ambiente simples, tradicional, com cerveja gelada e comidinhas deliciosas.

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10- Theatro Empros

Um teatro bem antigo localizado no bairro de Psiri, que é uma área cultural e social não comercial. Um local histórico, marcado por parte da luta política, que defende a liberdade de expressão social, e auto-gestão e produção cultural fora das normas do mercado mainstream. Lá, são realizadas apresentações, shows e muitas festas com entrada “free”, dos mais variados estilos, com performances e muito mais. Vale a pena para se familiarizar com os atenienses e tomar uma cerveja. Mais informações aqui.

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11- Psiri

É um bairro central de Atenas, muito movimentado, cheio de bares, restaurantes, clubes, um bairro que não dorme. No verão, todo mundo fica na rua, seja nas cadeiras em áreas externas, em pé ou em rodas de amigos. É um local autenticamente grego, com boa comida e muitas opções de diversão. Você realmente sente a vida pulsante e todo o agito dos gregos, que são bastante animados e gostam de festar e de beber. Não se preocupe com horários, tudo funciona até tarde.

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12- Plaka

Um bairo gostoso para passear, rodeado de árvores, lotado de restaurantes e ruas estreitas. Um bairro charmoso com construções que datam do século 2º a.C. Durante a noite, tem uma vista incrível da Acrópole iluminada.

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13- Pôr do sol

Claro que não poderia faltar nessas dicas, um local para se apreciar o pôr do sol. O ponto mais alto da cidade é o Montes Lykavittos, com cerca de 277 metros de altura. De lá você tem uma vista surpreendente das colinas, da Acrópole, e o mar ao fundo. Para se chegar, pegue um funicular e depois prepare as pernocas para uma grande escadaria. Uma vez lá em cima, pausa para uma água, um café ou um drink, e até mesmo um corte de cabelo de graça. Sim, há um serviço de cabelereiro completamente gratuito e rápido.

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(lê-se “kalô taksídi” e significa boa viagem em grego)

As delícias da culinária grega

Como falar na Grécia, viver aqui e não compartilhar os sabores de sua rica culinária? Impossível né? Boa de garfo que sou, hoje o post é sobre uma das melhores coisas que podemos fazer na vida: comer.

A culinária grega contemporânea é tipicamente mediterrânea, e utiliza extensivamente o azeite, grãos, pão, vinho, peixes, queijo, e diversos tipos de carnes.

Desde a primeira vez que aterrissei por aqui, uma das primeiras coisas que quis provar, foi o iogurte grego. Mas, não pensem que aquele “Grego” que temos no Brasil chega aos pés dos que encontramos por aqui. O verdadeiro iogurte grego é além de delicioso, firme em sua consistência e você pode comer ele sem nada, ou com mel, frutas. Aqui o iogurte é muito consumido, e de diversas maneiras. Coloca-se até no arroz, para fazer tzatziki, que é um molho a base de pepino, alho e claro, iogurte. É muito bom, você saboreia com carne e até mesmo com pita pão.

Uma curiosidade é que ele é feito com leite de ovelha, e acho que deve ser por isso que sua base é firme e seu gosto, hummm…

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Uma das melhores carnes por aqui é o cordeiro. As costelas temperadadas com muito azeite e limão siciliano
são de lamber os beiços. Quando se vive em ilha, os animais são criados soltos, e tanto o carneiro, quanto à cabra e o porco recebem um tratamento especial antes de irem para o forno. Você sente a diferença de comer uma carne orgânica.

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E os frutos do mar, frescos todos os dias, principalmente no verão. Se você não é muito da carne vermelha, precisa experimentar a lula, o polvo, o camarão e os peixes da estação. Toda boa alimentação precisa ter uma fonte boa de proteína. Eu sou mais do mar, então para mim aqui é o paraíso.

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Tudo aqui tem que ter azeite, não é a toda que um dos melhores ingredientes do mundo, e um dos mais utilizados vem daqui. Ao invés das tradicionais árvores, são oliveiras por todos os lados. Desde os tempos mais remotos, as oliveiras são cultivadas na Grécia. Para os antigos gregos a oliveira representava, entre outras coisas, paz devido à sua tranquilidade. Era tão valorizada, que aos vencedores dos antigos Jogos Olímpicos, era dada uma coroa feita de ramos de oliveira brava.

Nos dias de hoje, a oliveira é a cultura mais intensiva de toda a Grécia, produzindo-se anualmente 400 000 toneladas de azeite e, constituindo desse modo, o terceiro maior produto em todo o mundo. Ao longo do tempo, as técnicas de cultivo e de produção de azeite, mantiveram-se quase inalteradas: 75% da produção de azeite é de excelente qualidade, podendo ser consumido sem qualquer tratamento. O azeite virgem grego, é por isso, um produto natural, com um sabor autêntico, um agradável aroma e com muitas propriedades nutricionais.
Pesquisas actuais demonstram que o azeite é benéfico para a saúde, sendo facilmente absorvido pelo organismo e o seu consumo contínuo, previne doenças de coração e problemas de estômago.

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Outro ingrediente que a maioria das pessoas ama e que aqui também ter um sabor especial é a batata. Sim, esse carboidrato que combina com qualquer prato. Principalmente, aqui em Milos as batatas são deliciosas. Elas têm uma textura de crocância e não são amarelas, são mais branquinhas, mais naturais. Os gregos são bons de garfo e colocam a batata em tudo.

E como não falar dos queijos. Uma grande variedade de queijos também é utilizada na culinária da Grécia; alguns dos tipos são feta, kasseri, kefalotyri, graviera, athotyros, manouri, metsovone e mizithra.

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graviera

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Aqui também muito consumido é o mel. São muitos os apiários e muitas pessoas cultivam o meu. Um mel orgânico, puro que você come com tudo. Eles são provenientes de muitas ilhas, principalmente de Milos e Kímolos.

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O tomate, ingrediente que faz parte da alimentação grega, é consumido quase todos os dias, basicamente com a famosa salada grega, que leva pepino, cebola roxa, azeitona, pimentão vermelho, pimentão verde, queijo feta e muito azeite. Os tomatinhos têm um gosto doce.

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Em restaurantes e nas refeições em família, os pratos mais tradicionais são o pastitsio, que é um macarrão com carne, que é levado ao forno, com muitas camadas de molho bechamel e é simplesmente incrível.

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Moussaca: é a versão da lasanha grega, que leva beringela, batata e carne moída.

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Mas, culinária grega também tem fast food, e o mais famoso é o souvlaki, um sanduíche no pão pita, com carne de porco, frango ou bife, batata frita, tomate, cebola roxa e claro, o molho tzatziki.

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E em padarias e em qualquer estabelecimento você encontra as deliciosas massas folhadas e caseiras, para comer no café da manhã ou à qualquer hora do dia: tiropita, feita com camadas de manteiga e queijo, spanakopita que leva espinafre.

Tiropita

Tiropita

E claro, não poderia faltar a sobremesa. Formiga que sou e louca por doces, os tradicionais são: Baklava que leva nozes, amêndoas, noz moscada e canela, o kataífi, uma massa crocante com amêndoas e nozes. Não indicado para quem está de dieta.

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E ai deu água na boca? No próximo post vou falar das bebidas, afinal os gregos são bons de garfo, mas também bons de goró.

Das praias incríveis para as montanhas surreais – Meteora

Tive a oportunidade de visitar recentemente um lugar que podemos chamar de especial. Meteora,(em grego: Μετέωρα, “meio do céu”) fica localizada na Grécia central, cerca de 4 horas de Atenas. É lá que observamos os monastérios, no alto dos pilares, encoberto por nuvens. E a definição “meio do céu” é certa, parece que você está entre as nuvens realmente.

Meteora é um dos mais importantes complexos de monastérios do Cristiniano Oriental. Os mosteiros foram construídos sobre pilares de rocha de arenito, na região noroeste da Tessália, próximo ao rio Peneu e às montanhas Pindo. Há mosteiros localizados há 549 metros de altura em uma paisagem incrível.

Há pouco mais de seiscentos anos, um monge da península do Monte Athos fundou no noroeste da Tessália o primeiro mosteiro. O penhasco sobre o qual se alçou o retiro ortodoxo passou a ser conhecido por “meteoros”, que em grego significa “suspenso no ar”. Durante os séculos posteriores, foram edificados nesta região da Grécia mais de vinte mosteiros, dos quais cinco sobrevivem habitados.

A história conta que essas imensas rochas vieram com diversos terremotos na região, apoiadas pela junção de água e esculpidas pelo vento, há cerca de 25 milhões de anos, através de movimentos tectônicos. Os primeiros eremitas que chegaram nessa área vinham atrás de isolamento espiritual, se estabeleceram em cavernas no século XI. Assim, unidos pela fé religiosa, foram formando as primeiras comunidades monásticas. A fé foi movendo-os e as construções gigantescas de valor arquitetônico e artístico surgindo.

São 24 monastérios que se formaram entre os séculos 14 e 16. Os monastérios eram o centro Ortodoxo na Era Bizantina, que produziam algumas das melhores peças de arte religiosas, além de coleções de manuscritos, que hoje estão nos museus. Meteora é patrimônio tombado pela Unesco, e é tida oficialmente como uma zona protegida ambientalmente, pela sua riqueza de fauna e flora.

Os monges eremitas, procurando um refúgio seguro à ocupação otomana, encontraram nos rochedos inacessíveis de Meteora um refúgio ideal. Alguns mosteiros que podem ser visitados: Megálos Metéoros (Grande Meteoro ou Mosteiro da Transfiguração), Varlaam, Ágios Stéphanos (Santo Estêvão), Ágia Tríada (Santíssima Trindade), São Nicolau Anapausas e Roussanou.
O acesso aos mosteiros antigamente era feito por guindastes e apenas em 1920 foram construídas escadas de acesso. Até hoje podemos ver como eram utilizados os meios de subida e descida. Dos seis mosteiros, cinco são masculinos e um é feminino.

Caminhar entre os monastérios e admirar paisagens tão deslumbrantes, faz de Meteora um lugar único, desbravar os caminhos, envolto por montanhas é ter a certeza de estar mais perto do céu. Para se chegar aos mosteiros você pode ir de carro, e assim caminhar. A cidade mais próxima é Kalabaka que oferece toda estrutura aos turistas, como hotéis e restaurantes.

Para as mulheres que visitam os espaços, não é permitido a entrada com shorts curtos ou calças muito justas, mas não se preocupe, em cada entrada de monastério há saias longas à disposição para você colocar por cima de sua roupa. Uma vez na região, aproveite para conhecer os povoados que estão próximos como Kastrak.

Meteora é um desses lugares que te proporcionam paz, meditação e contemplação, e posso dizer, que estando há 7 meses na Grécia; que esse país me surpreende a cada dia com sua diversidade de beleza e de história.

Para saber mais e organizar sua viagem, aqui.

@todas as fotos são de arquivo pessoal

Continuação – Por que a Grécia?

Era a primeira vez que conhecia um grego, tinha olhos verdes, loiro e pelo clara, podia ser alemão ou inglês, mas não era. Começamos a conversar em inglês, um bate papo gostoso e uma boa sintonia. Risadas, música, paisagem e uma nova conexão na Chapada Diamantina.

Ficamos no chat por muitas horas, já havia amanhecido e como estávamos de férias, sem relógio, as horas são iguais, você sabe a hora que clareia, o pôr do sol, a brisa fresca, ou seja, o que importa!

Voltamos para o centro de Lençóis caminhando, envoltos de risadas e boas energias. Ele me olhava profundamente, eu levava na boa, estava tão tranquila e fazendo amizade.

A barriga avisava que era hora de comer. Que tal um café da manhã?

Entre café preto e pão na chapa, mais conversê.

Depois, fomos caminhando até meu destino final. Marcamos de nos ver no mesmo dia, sem celular, sem número, nem onde ele estava hospedado eu sabia. 17h em frente ao banco…