Syros – a capital das Cíclades

Semana passada fui para Syros, que fica há 6 horas de viagem de ferry boat desde Milos. Ainda não conhecia a ilha e me surpreendi positivamente. Syros ou Syro, e em grego Σῦρος, é considerada a capital das ilhas Cíclades, a qual Milos, e tantas outras fazem parte.

Com cerca de 25 mil habitantes, achei a atmosfera incrível. Logo quando você chega no porto, já se depara com o seu tamanho, se comparada com onde vivo que possui 6 mil habitantes, já se percebe uma bela diferença na questão do tamanho da população. Achei a ilha urbana, porque ela é, mas um urbano que está sempre procurando o mar. É que por onde você anda, por todas as suas ruelas estreitas, o azul do mar está sempre entre elas.

E como gostei de caminhar por essas ruas cheias de flores, subidas e descidas, comércio por todos os lados, e sempre beirando o mar. A ilha possui avenidas largas também, uma vasta opção de bares, restaurantes, lojas e cafés.

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Fiquei hospedada na localidade de Hermópolis,  área mais central. Também fazem parte da ilha as localidades de Ano Syros ePosidônia.  Com construções  em estilo neo-clássicos, casarões e casas brancas, a cidade possui ainda numerosas igrejas, como de costume em toda a Grécia, mas lá muita gente além de ortodoxo, a maior religião daqui, também é formada por católicos, como temos no Brasil.

Curiosidades via Wikipédia

Durante os tempos romanos a capital de Syros era situada na área hoje correspondente a Ermoupoli. Ao fim da era antiga as invasões bárbaras e dos piratas, que infestaram o Egeu por muitos séculos, fizeram Syros declinar. Durante o período bizantino Syros era parte do Aegean Dominion, junto às outras ilhas Cíclades. Em 1204 foi conquistada pelos venezianos e francos, tornando-se então domínio de Veneza, como parte do Ducado do Egeu, iniciando o período latino, quando foi fundada Ano Syros e a maioria da população tornou-se católica, embora mantivesse a língua grega. Durante os três séculos e meio que durou o Ducado do Egeu, Siro possuiu um regime feudal singular.

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Gastos: 

Hospedagem em média de 30 euros por dia, o casal mais um bebê. Optamos por alugar um quarto com cozinha, banheiro e uma pequena sala. Saiu bem mais em conta, muito mais confortável e íntimo também. A localização era ótima e fazíamos tudo a pé.

Ferry Boat:

Cada passagem custa 13,50 euros, então ida e volta o casal: 54 euros.

Comida:

Varia do que você quer comer sempre né? Se optar por comidas mais rápidas como salada, o tradicional souvlaki vai gastar cerca de 5 a 10 euros por pessoa com bebida. Se optar por tavernas tradicionais que servem pratos da culinária grega como porco, bacalhau, greek salad vai gastar cerca de 40 euros por casal.

Não achei os preços tão diferentes de Milos. O local é cheio de opções, então pode agradar bem.

Ah, uma super hiper dica! Se você for pra Syros não deixe de ir almoçar um dia na praia de Kini. A praia fica há uns 10 minutos de carro do centro e vale super  a pena! Rodeada de restaurantes à beira mar me surpreendi com a variedade de delícias de sea food. Tudo fresquinho, servidos em ótimas porções.

Ah, e o período ideal é visitar até o final de setembro, depois disso as temperaturas começam a baixar, venta muito, e a maioria dos restaurantes próximos do mar estão fechados.

🙂 é isso!!

Valeu o passeio! Até a próxima!

 

 

Capadócia : Terra da Magia e de São Jorge

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Sem dúvida uma das viagens mais incríveis que já fiz na vida foi para a Capadócia – o lugar mágico, terra de São Jorge, de formações rochosas vindas de um filme, e de uma atmosfera e de um povo onde você se sente muito bem.

Depois de passar pela Turquia, veja aqui como foi essa aventura colorida, fomos em direção à um dos lugares mais místicos que já conheci. Pegamos um vôo de Istambul a cidade deNevşehir, a principal cidade-base da região, e onde há aeroporto e fica há 10 quilômetros do nosso destino que era Goreme.

Goreme é o coração da Capadócia, com suas erupções vulcânicas pela ação da erosão, criaram na região central da Anatólia, um lugar privilegiado com formações rochosas únicas no planeta. Sua riqueza e seu valor cultural, seus habitantes que vão dos gregos aos romanos, suas cidades subterrâneas, as igrejas esculpidas nas cavernas, os cavalos selvagens e o fato de São Jorge ter nascido ali, fazem da Capadócia um lugar dos sonhos, e um dos destinos mais procurados do país.

Assim que chegamos em Goreme, estava viajando com meu pai e minha irmã, fomos diretamente para o nosso hotel. Lá, a maioria dos hoteis são construídos em cavernas, o que dá mais ainda todo o charme para o momento. Se dependendo da temporada o bolso não permitir, há outras opções mais em conta e não menos charmosas, como se hospedar em um hostel que é uma casa de pedras no Rock Valley Cappadocia, um hostel com quartos compartilhados e privados, com ótimo café da manhã.

Nós ficamos hospedados no Goreme Inn Hotel, que tinha uma vista incrível da cidade e era perto de tudo, de restaurantes à passeios na região central, dava pra fazer tudo a pé.

Como tínhamos pouco tempo por lá, resolvemos explorar o lugar e sair para caminhar. Do centro, onde há lojinhas de todos os tipos, fomos subindo as ruas em direção às formações rochosas, que foram esculpidas com a força do vento e da erosão, e que deram origem a belas igrejas cravadas nas pedras. Goreme fica dentro de um parque nacional e apresenta a maior concentração de construções religiosas trogloditas de toda a região já de si muito pródiga nesse tipo de patrimônio. A área foi classificado pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 1985, juntamente com os chamados Sítios Rupestres da Capadócia. Além disso, sua paisagem peculiar e pitoresca datam de 10 milhões de anos.

Depois de passear e avistar algumas dessas formações rochosas tão incríveis, fomos procurar um restaurante tradicional. A comida turca é deliciosa, e mistura elementos da culinária otomana e da cozinha árabe, todos os pratos exalam aroma com a mistura de temperos e são saborosos. Alguns dos pratos típicos: sopa de lentilha, frango com iogurte, o Pottery Kebab que é muito famoso na região, onde a comida é preparada dentro de um pote de barro fechado, e que depois é aberto e quebrado na frente do cliente pronto para ser devorado. Tem ainda o delicioso pão turco que é o Pide e é claro, o tradicional chá de maça de todas as horas.

Agora, se liga em algumas dicas de passeios legais para se fazer e o que conhecer por lá:

Museu à Céu Aberto de Goreme

Este museu é uma das principais atrações turísticas da Capadócia e é considerado um Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. Ele possui um grande conjunto de igrejas construídas em cavernas pelos cristãos entre os séculos X e XIII. Elas são famosas pelos afrescos pintados nas paredes, muitos deles em bom estado de conservação.

O museu está a pouco mais de 1 km do centrinho de Goreme, numa caminhada de aprox. 20 minutos, cujo trajeto proporciona ótimas fotos da paisagem da região. Ele funciona diariamente das 8h às 17h e o ingresso custa 15 liras turcas (aprox. R$ 18,00). Este valor não inclui a entrada à Igreja Escura, que está no interior do museu. Para visita-la é preciso pagar uma taxa extra de 8 TL (R$10,00). Esta igreja é a mais bonita de todas, pequena porém cheia de pinturas no teto e nas paredes. Infelizmente não é possível tirar fotos no seu interior. É possível fazer o passeio pelo museu com um áudio-guia, pagando uma taxa extra. Na saída vale a pena visitar a lojinha do museu, que possui vários itens interessantes e com bons preços.

Cidade subterrânea de Kaymakli

A região da Capadócia possui dezenas de cidades subterrâneas, muitas delas interligadas por túneis. A maior delas é a de Kaymakli, que foi a que eu visitei. Ela possui oito andares abaixo do solo, porém a visitação só é pertimida nos quatro primeiros níveis.

As cidades subterrâneas foram construídas principalmente para proteger os cristãos da invasão de inimigos. Eles chegavam a ficar semanas trancados dentro delas. Nesta de Kaymakli estima-se que seis mil pessoas chegaram a conviver ao mesmo tempo. Há uma divisão bem clara dos ambientes, com dormitórios, cozinhas, depósito para alimentos, igrejas, portas secretas, túneis de ligação e poço profundo que servia como sistema de ventilação. Até animais eram levados para dentro das cidades subterrâneas!

 

Não é um passeio muito fácil de fazer, quem sofre de claustrofobia pode ficar agoniado e quem tem dificuldade de locomoção não vai conseguir se deslocar entre os ambientes, já que há várias passagens estreitas e apertadas, onde é preciso andar agachado. É preciso ter um pouco de sorte para encontrar a cidade com poucos turistas, pois se muito grupos estiverem lá, a visita vai ficar bem mais demorada, já que os ambientes são pequenos e estarão sempre ocupados. Para visita-la é preciso pagar uma taxa, em torno de 20 liras turcas (R$24,00).

Vale da Imaginação

O Vale da Imaginação é uma área cujo relevo relembra a superfície da lua e que também contém diversas rochas em formatos exóticos que remetem a animais, como, por exemplo camelo, tubarão, golfinho, cachorro e focas.

Vale do Amor

Localizado bem próximo à Goreme, o vale tem este nome, acredite, por causa do formato sugestivo das chaminés-de-fada, que remetem ao órgão sexual masculino. Quando o guia me contou, achei que era piada, mas realmente é verdade. É possível fazer uma longa caminhada por este vale, mas por falta de tempo, visitei ele apenas de passagem.

E claro, não posso deixar de contar a experiência única e inesquecível que é sobrevoar de balão por todo esse lugar mágico. Como disse no início do post, esse era um dos meus maiores sonhos: o vôo de Balão. Achei que ele aconteceria em Boituva, no interior de São Paulo, que também é demais, mas o universo resolveu me dar um plus e ele aconteceu na Capadócia.

Existem muitas agências que fazem o vôo de Balão, e é preciso fazer uma boa pesquisa, olhar com cuidado os preços, saber quantas pessoas vão no balão, enfim, tudo certinho. Escolhemos a agência Maccan Balloons, que é bem conhecida por lá, pagamos cerca de 100 euros por pessoa, e tivemos a sorte grande de pegar um piloto que era de Portugal, o João, e tudo ficou ainda melhor.

No dia do vôo, a agência pega para te pegar no hotel por volta das 4h da manhã, acontece antes do amanhecer mesmo, porque tem todo um ritual. De lá, chegamos na agência, onde tomamos um bom café da manhã, assistimos alguns vídeos e tivemos algumas explicações de como seria o vôo. Depois disso, e por volta das 5h, fomos para o local. A preparação inclui ver os balões a serem enchidos de ar, e é aí que o coração começa a se emocionar. Ainda não havia amanhecido, estava escuro e não dava pra ter muita noção do que estava por vir, até porque ainda estávamos em terra, nos preparando para o grande acontecimento.

Balões prontos, enormes e coloridos prontos para voar. Depois de algumas explicações de como pousar e para aproveitar o melhor do passeio, é hora de viajar. A segunda sorte do dia: no nosso balão, só havia meu pai, minha irmã eu, o piloto e o assistente do piloto.

O balão de ar quente se locomove através das correntes de ar, e o controle do sobe e desce atrás do vento certo fica a cargo do uso de um maçarico, que joga mais ou menos ar quente dentro do balão. Quanto mais fogo, mais altitude. Tudo é guiado pelo uso de quatro instrumentos durante um vôo: bússola (para orientar a direção), altímetro (para indicar a altitude), variômetro (para mostrar a velocidade de subida) e termômetro (para acompanhar, por exemplo, a temperatura do ar dentro do balão). Os equipamentos podem ir presos ao cesto ou às cordas. Além disso, no nosso super balão havia uma GoPro, onde de tempos em tempos era disparada automaticamente para capturar os momentos mais incríveis do nosso passeio.

A sensação de estar cada vez mais longe do chão é indescritível. Viver esse momento junto com o amanhecer na Capadócia é algo que fez cair algumas lagriminhas e um sentimento de muita gratidão invadiu meu coração. O passeio dura cerca de 1 hora mais ou menos, e sobrevoamos lugares como o Vale do Amor, toda a região de Goreme, a chaminé das fadas, as plantações de abóboras que ficavam minúsculas vistas do alto. Há centenas de metros de altura, o cenário é outro. Você se torna mais parte ainda do universo e consegue ter mais noção de como o mundo é ainda mais lindo visto de cima.

Quando o passeio está quase terminando, e antes de pousar o piloto vai nos avisando de como será o pouso. Assim que estamos mais próximos do chão, a ordem é que todos abaixem com os joelhos dobrados, assim o pouso é perfeito. Esse é o momento que dá uma certa adrenalina a mais, porque o balão não pode virar né? Nosso pouso aconteceu de uma maneira engraçada em um área rural. Depois de muitas risadas, aplausos e champagne para comemorar é hora do batizado e de receber o certificado do nosso primeiro vôo.

Pés no chão novamente e a certeza de que o coração nunca mais vai esquecer desse dia. A Capadócia é isso: sonhos realizados, pessoas prontas para te receber bem, de alma e peitos abertos, um pôr do sol que é celebrado todos os dias como uma cerimônia e o gostinho de voltar novamente e viver tudo isso mais uma vez.

Se quiser viajar por mais lugares incríveis, veja aqui por onde já passei.

Até a próxima aventura!!!!

 

Passendo pelo sul da Grécia

Há poucos dias atrás, meu marido e eu resolvemos sair um pouco da rotina e cair na estrada. Queríamos passar o final de semana em algum lugar que fosse tranquilo, cheio de natureza e romântico para curtir o friozinho e o final do inverno. Optamos então pelo sul da Grécia que tem paisagens lindas e oferece diversas oportunidades para uma viagem a dois. Resolvemos explorar a região de Kalavryta,  em grego : Καλάβρυτα, que fica a 203km de Atenas e é um local famoso por suas estações de esqui. A cidade me lembrou muito a nossa Campos de Jordão no Brasil, cheia de charme, restaurantes gostosos e montanhas.

A região onde Kalavryta está localizada é Acaia, ao seu redor há quilômetros de rios e áreas montanhosas. De primeiro momento íamos pernoitar por lá, mas aí mudamos o destino e resolvemos ir à Zarouxla, que é ainda mais pitoresca  e menos habitada. Foram um pouco mais de 30km de caminhos entre paisagens lindas, e a cada curva, e a cada subida íamos sentindo o frio aumentar e avistávamos neve.

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Zarouxla é um vilarejo que está na região do Peloponeso, e é um destino que atrai pessoas de todos os estilos, seja os casais, as famílias e os amigos. Ao seu redor, podemos visitar um lago surreal de água verde que é o Tsivlos, que fica há cerca de 10 km da aldeia.

 

Caía a tarde e fazia frio, e nossa missão era encontrar um hotel gostoso. Fomos dar uma volta e logo encontramos dois que gostamos. Optamos por um pela grande varanda que dava para as montanhas. De restaurantes com comidas tradicionais e muita carne. Almoçamos carneiro e cabra, e confesso que mesmo não sendo muito fã, estava bem apetitoso. Da fumaça da lareira ao cheirinho do café fresco, sentamos para comer uma deliciosa torta de chocolate. À noite, um rolê para beber e pesticar algo e relax no confortável quarto de hotel super aquecido.

No dia seguinte, resolvemos explorar a região e para a nossa surpresa, com apenas uma noite nevando, toda a cidade estava branquinha, com frescos flocos de neve, estradas geladas e clima de romance no ar, afinal a neve e o amor super combinam né?

Nossa aventura em andar com o carro na neve durou 40 minutos, pois mesmo com protetores de pneus, a neve estava muito alta e sem ter um 4X4 seria praticamente impossível e não seguro. Optamos por mudar o caminho e ir até a floresta onde está localizado o lago Tsivlos. Cheiro de verde, paisagem incrível, tempo para uma caminhada e hora de pegar estrada rumo a Atenas.

Recomendo muito visitar essa região, com apenas 3 horas de viagem cruzamos mar, montanha, florestas e neve. A Grécia me encanta por ser um país pequeno, mas cheio de lugares mágicos a poucos Km.

 

 

 

 

Turquia : cores, aromas e sabores

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Primeira parada: Istambul

No meio do ano passado, tive a oportunidade de ir para a Turquia junto com meu pai e a minha irmã que estavam me visitando aqui na Grécia; pela proximidade dos dois países, Istambul fica apenas à 1 hora de viagem de Atenas, viajamos pela Cia Turkish Airlines, e fomos em busca de mais uma aventura, em conhecer um lugar rico pelo seus aromas, cores e sabores.

Istambul foi fundada há mais de 2600 anos e já foi chamada de Bizâncio e Constantinopla. É uma cidade antiga, mas ao mesmo tempo contemporânea, onde muralhas, palácios e mesquitas se misturam com prédios envidraçados, pontes monumentais, restaurantes descolados e uma agitada vida noturna. É essa mistura que faz de Istambul um destino tão interessante e imperdível para quem pensa em visitar a Turquia. O idioma falado na cidade é o turco e a moeda local é a lira turca.

 

Ficamos alguns dias por lá, em um hotel com uma ótima localização, próximo ao centro histórico, chamado Sultanahmet, bem próximo à Mesquita Azul, e à Basílica de Santa Sofia à diversos bares, restaurantes e opções de lojas. Estar em Istambul é ser a toda a hora invadida por estímulos. A cada restaurante que se vá, à cada sabor que se prove, são especiarias mil que vão do curry, à pimenta, ao chá de maçã. Não tem como deixar de provar o kebab, os doces turcos que possuem nozes, amêndoas e castanhas, e a cerveja mais gostosa que experimentei por lá que se chama Efes.

Quando se está viajando e conhecendo novos lugares, vale tudo: há que se fazer roteiros alternativos, mas também não tem como deixar os mais turísticos de lado. Fomos ao Grand Bazaar, é claro! É uma grande 25 de março, mas bem mais organizada e indoor. São 60 ruas e mais de 5 mil lojas, e como em todos os locais é preciso olhar e saber negociar, e além de tudo verificar a qualidade do produto, pois há muitas barracas vendendo a mesma coisa, mas com uma qualidade totalmente diferente, e até “made in China”. Mas, confesso que há opções para todos os gostos e bolsos: desde especiarias, tapetes, objetos de decoração, roupas, jóias, sapatos, e uma infinidade de possibilidades. Eu fiquei louca com as luminárias coloridas, e acabei levando 3. Um ponto bastante positivo, é que eles adoram o Brasil e os brasileiros, então assim que você chega em algum local perguntando o preço de algo e interessada, se eles percebem que você é brazuca o tratamento começa a ser diferente. Interessante também é que você pode conversar com eles em qualquer idioma, eles entendem. Para as mulheres, uma dica preciosa: evitem sair de roupas muito curtas ou abertas; em toda a Turquia a religião mulçumana é muito forte, e como as mulheres vivem cobertas dos pés à cabeça, quando nós ocidental, bonitas e ainda brasileiras chegamos lá, aiaiaiaia, é uma loucura. Os turcos ficam loucos e são bastante atirados, te param em cada esquina, querem conversar, te galantear, te pedem em casamento. Eu me senti um pouco incomodada, porque no começo você é simpática, conversa gentilmente, mas depois de 4 paradas enche o saco. Use roupas leves, calças confortáveis e seja mais feliz. Os turcos são homens realmente muito bonitos e atraentes, mas eu não estava interessada em arranjar outro casamento não, rs.

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Outro mercado que vale à pena conhecer, é o Spice Market, o mercado das especiarias e temperos, ele também é bem popular por lá, mas vale o passeio. Você encontra diversas caixas para presentear e levar de recordação. Caixas bem fofas com diversos tipos de temperos, de chás ou até mesmo dos doces. Se prepara para ficar doida com tanta coisa diferente: de tempero para peixe até viagra do Sultão, o passeio é bem atraente e apetitoso. O Spice Bazaar tem um total de 85 lojas que vendem especiarias, produtos variados, doces, jóias, lembranças, frutas secas e castanhas.

Se você for ficar pouco tempo em Istambul e quer conhecer o máximo possível da cidade, recomendo fazer o tour do ônibus, é turístico é, mas você consegue dar uma boa geral. Pegamos o ônibus na praça central, próxima à Mesquita Azul e rodamos por toda a cidade, dai você desce onde mesmo desejar. O legal desse passeio é que ele cruza o Estreito de Bósforo, a ponte e vai até o lado oriental de Istambul, que fica na Ásia; a paisagem é bem bonita e te cria uma atmosfera do Aladim mesmo.

Fique ligado porque a nossa viagem continua, e a próxima parada é a mágica Capadócia, um dos lugares mais incríveis do mundo.

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Santorini – o charme de uma ilha vulcânica

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Morar em Milos, além de ser uma benção pelo paraíso que é, também é incrível pela localização, e pela facilidade de ir para outras ilhas das Cíclades. Quando recebi no mês passado meu pai e minha irmã aqui, resolvemos passar 2 dias em Santorini, afinal, com apenas 2 horas e meia de viagem, e por ser a ilha famosa número 1, não podíamos perder a oportunidade.

Santorini (Σαντορίνη), chamada oficialmente Tira (em grego: Θήρα) e Tera na Antiguidade, é uma ilha no sul do mar Egeu, a cerca de 200 quilômetros a sudeste da Grécia continental. É a maior ilha de um pequeno arquipélago circular que leva o mesmo nome e é o resto de uma caldeira vulcânica. A ilha possui cerca de 73 quilômetros e aproximadamente 14 mil habitantes. A ilha nasceu por sua maior e mais forte erupção por volta de 1680 a. C, e todas as ilhas que se formaram à sua volta, são parte de uma cratera, e fez com que Santorini tivesse essa forma.

No dia 19 de agosto saímos bem cedo de Milos, pegamos o ferry boat por voltas das 10h do porto de Adamas e embarcamos rumo à ilha. Estávamos empolgados, assim, que como não teríamos tanto tempo lá, resolvemos alugar um carro para podermos nos movimentar e ficarmos livre para circular. Bom, para começar, fomos em altíssima temporada, sabíamos que os preços seriam salgados.

Alugamos um carro pequeno para 3 pessoas e a diária custava 70 euros fora os impostos. Conseguimos um hotel bom comparado com a alta temporada que fomos, e ficamos hospedados na praia de Kamari, um lugar tranquilo, que foge do burburinho de Oia, e por isso foi uma ótima escolha.

A praia de Kamari estava localizada há 5 minutos do nosso hotel Adonis. De areia preta e pedras, a praia tem um visual bonito. Um recomendação é comprar sapatos especiais para nadar e caminhar, custa cerca de 7 euros, e é um bom investimento para não machucar o pé e ficar.

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Santorini tem um visual charmoso como qualquer ilha da Grécia, mas já tem cara de cidade, e em alta temporada tudo fica cheio e caro. Estando lá, a primeira coisa que fizemos foi nos locomover até Oia, leia-se Ia, queríamos conferir o “sunset” mais famoso do mundo, e já nos preparamos para enfrentar trânsito, disputas pelos melhores lugares e turistas do mundo todo.

Chegamos por volta das 18h da tarde para procurar um bom lugar, resolvemos sentar e esperar, até porque se não fizéssemos isso, perderíamos a nossa super visão. Máquinas à postos e começa o por do sol, que sim é lindo, termina no mar, tem todo o visual da Caldeira, da igreja de domo com o teto azul, tem sua beleza e é um ótimo lugar para meditar e agradecer.

O entardecer pra mim de qualquer lugar é a melhor oportunidade para agradecer por todos os momentos mágicos, pela oportunidade de morar em um lugar lindo e poder curtir momentos tão especiais com as pessoas que tanto amo.

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A única coisa que não gostei de Santorini foram os preços. Tudo é muito muito caro. Quatro vezes mais que Milos para comer, e para você ter uma ideia a mesma cerveja que aqui você compra por 3.50, lá custa 7. Santorini é super turística e não recomendo ir em alta temporada. Viaje em baixa temporada para lá, entre os meses de maio e junho ou final de setembro, porque além de você conseguir preços mais honestos, vai poder curtir muito mais sem muita gente, sem caos, afinal você está em uma ilha e quer relaxar, não é mesmo?

No dia seguinte, depois de tomar o café da manhã, fomos passear e visitar mais lugares. Paramos para ver a caldeira vulcânica, que depois de uma gigantesca erupção destruiu os primeiros assentamentos humanos que existiam na antiga ilha, criando assim, a caldeira geológica atual.

Essa enorme lagoa central mede cerca de 12 por 7 km, é cercada por 300 metros de altura de íngremes penhascos, em três dos seus lados. É possível caminhar pela caldeira e sentir como é estar dentro de um vulcão e seus destroços. Hoje em dia, o que permanece ativo é um caldeira cheia de água, mas vale lembrar que Santorini é o centro vulcânico mais ativo do sul do mar Egeu. A região registrou sua primeira atividade vulcânica cerca de 3-4 milhões de anos atrás, apesar de vulcanismo em Tera ter começado cerca de 2 milhões de anos atrás.

Depois de visitar a caldeira, fomos conhecer a “Red Beach”, que tem esse nome por possuir rochas avermelhadas. Essa praia é uma das mais famosas da ilha e impressiona pelas rochas vulcânicas e pela cor, que em constraste com o mar forma um visual bem bonito. De areia grossa, pedras de cor preta, e visual exótico em constraste com o mar azul, faz dessa praia uma das mais procuradas. Para se chegar nela, é necessário estacionar o veículo no estacionamento e caminhar. Depois, você vai avistar a praia de cima e vai descendo por uma trilha até chegar na areia. Se decidir passar um tempinho por lá, leve lanchinhos, água e tudo o que precisa. A Read Beach não é uma praia que tem estruturas de bares.

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Bom, meu tempo em Santorini foi curto, mas conseguimos rodar pelos locais mais importantes, ir em alguns não turísticos e até aqueles intransitáveis como o centro de Fira, local cheio de ruas estreitas, lojinhas, restaurantes e muitas muitas pessoas.

Fique ligado no blog porque tem muitos posts novos chegando. Fiquei um tempo off, mas foi por um motivo, visitando novos lugares e preparando novos conteúdos cheios de lugares mágicos para você se animar ainda mais, arrumar as malas e sair para explorar locais lindos nesse mundão.